Mensagens

UM CASAMENTO… NAQUELE TEMPO!

Imagem
 Um casamento...               … naquele tempo!   Os foguetes estalejaram no ar! Ia ser dia de festa de arromba e ao Largo da Nossa Senhora da Graça, na Vila de Assequins, começaram a chegar os rapazes que acompanhavam o noivo. Todos de jaqueta ou colete preto e chapéu na cabeça. O noivo trajava jaqueta branca e no chapéu preto pendiam duas borlas brancas. Os convidados teriam nos seus chapéus duas borlas pretas pendentes. Tinha sido essa a exigência do pai da noiva para evitar o aparecimento de penetras, ou melhor, intrusos sem convite para a boda! Todos os convidados tinham de ter borlas nos seus chapéus!   O pai da noiva era um abastado lavrador de Assequins, com terras de milho nos campos do Águeda e quintas na parte alta da Vila com produção de vinho, fruta e muito mais. Mandara abater uma vitela, dois porcos e um carneiro... seriam dois dias de festa e muita comezaina. O casamento da sua Mariazinha tinha de ficar na história c...

Os 44 anos da Anata!…

Imagem
 Os 44 anos da ANATA… Nascido em Águeda,  não fiz parte da nata fundadora, embora estivesse dentro do círculo de pessoas que assinaram a escritura pública…  Fui depois repescado! Na presidência de António Sucena fui seu vice- presidente e mandatário para a assinatura da alteração dos estatutos que alargou a Associação a englobar os Amigos de Águeda… um importante passo na vida da Associação! Depois fui candidato à presidência mas não passei de candidato. Foi eleito Eduardo Fontes! E já lá vão 44 anos … Muitas festas, homenagens, tertúlias, matanças do porco pelas aldeias do concelho, jogos tradionais na Alta Vila, edição de livros e distribuição do Judeu de Ouro. O gosto de ver meu pai João Breda ter sido distinguido com esse galardão, ao que retribuiu com a oferta de algumas peças de Faiança de Águeda para o espólio da Associação. Uma longa vida se perspectiva para a Anata! Parabéns e Viva a Anata! In retalhosdeaguedaantiga.blogspot.com By Joao Carlos Breda

Uma gaivota chamada Fernão…

Imagem
  Uma Gaivota chamada Fernão!... Em tempos que já lá vão Voei com naus de quinhentos... Passamos o Adamastor E muitos outros tormentos! Chegamos a Zanzibar E até batizar o Ceilão, Goa Cochin Cananor Num constante marear... Acompanhei um tal da Gama E de Albuquerque muitos feitos Vi gentes de muitos credos  Em Malaca vi eu os Chins E ao granjear muita fama Esse povo sem preceito Abriu novas rotas sem medos Novos mundos, nos confins... Do alto do cesto da gávea Meu lugar de sentinela  Ouvi gritar “terra à vista” E a nau para lá navegou Num gesto de gente sábia De timão firme e golpe de vela! Em frente pela conquista Daquilo que o Infante sonhou... As estrelas eram seus guias Astrolábio e o sextante Aprenderam a manejar Com habilidade e destreza Marinheiros antes rufias Na escola que foi do Infante E partiram a navegar Por mares de muita incerteza Lá de cima, do meu mirante Vi tudo, mais que quimera... Vi feitos dos assinalados varões  Desse povo nobre e honrado Que qui...

Chuva de pedras…

Não sei se o jogo de futebol foi com o Arrifanense ou se com o Couto de Cucujaes!? Sei que era um jogo decisivo e o Campo de S. Sebastião estava cheio a rebentar pelas costuras... havia gente empoleirada em todo o lado e as janelas e varandas apinhadas... nunca o Bairro da Venda Nova tinha visto tanta gente... Lá dentro o entusiasmo era total... as duas equipas procuravam desfazer o empate 0-0 e numa jogada genial Evangelista cruza Tota amortece com o peito e Lélé não perdoa e fusila a baliza adversária! Estava feito o golo, com a vitória seríamos Campeões Distritais!... Mas de repente e quando faltava um minuto para acabar o jogo, o árbitro inventa um penálti a favor do adversário!!!  Estava o caldo entornado!!!  Já nem sei se o penalty foi marcado ou não... o campo foi invadido e a equipa de arbitragem perseguida!... Entra a GNR em acção... que grande confusão!... Eu a tudo assistia da janela da casa da Tia-Lídia (mulher do Daniel “Bicho”, sapateiro), casa ao lado da oficina...

Basquetebol em Águeda II

Imagem
 Basquetebol em Águeda… Hoje o Gi.C.A. é já uma realidade no panorama do basquetebol regional e nacional mas os primeiros passos foram dados na época 1971/72 com grandes dificuldades pois sem pavilhão era complicado treinar e fazer jogos, como já aqui referi num dos textos sobre o velho Ginásio Clube de Águeda.  Na altura fiz parte do grupo de atletas dessa iniciativa do Gi.C.A., mais para fazer número do que para por em campo os meus dotes. A maioria dos atletas vinham de Ilhavo (Ré, David, Rebocho, de Sangalhos (Manuel Calvo…)embora gente de Águeda com habilidade também desse uma mãozinha. Lembro nomes como: Carlos Almeida, Francisco Neto, To Vidal, Gaudêncio, Carlos Marinho, Alfredo, “Fotó”, Manuel Martins, Ernesto e talvez mais alguém que agora não lembro! Lembrar também Rui Santos o grande entusiasta desses tempos do basquete do Gi.C.A.. #aguedaalinda

Basquetebol em Águeda I

Imagem
 Basquetebol em Águeda! Em ano de Centenário do Recreio Desportivo de Águeda aqui uma referência da memória do meu pai João Breda, que foi atleta na natação e basquetebol e dirigente em várias épocas no ainda Campo de São Sebastião. Nessa altura fez-me sócio com apenas 6 ou 7 anos de idade! Mas vamos falar do Basquetebol… A primeira referência que conseguimos sinalizar é o cartão de atleta no. 151 de João Breda da Federação Portuguesa de Basquetebol, como atleta do Recreio Desportivo de Águeda (ver foto). Valendo-me das memórias de meu pai, as fotos aqui publicadas onde se podem ver os atletas que formaram algumas das equipas que disputaram o Campeonato Distrital. Eram eles: João Lemos, Manuel Pereira (Chapeleiro), Manuel Sousa, Delfim Cruz, Manuel Balreira, João Mendes, Alfredo Noronha e João Breda. Entre muitas histórias contadas por meu lembro-me de contar de um jogo que no final teve o resultado final de 5-2(?) um resultado anedótico para um jogo de basquetebol! Segundo ele o c...

Domingo de Ramos

Imagem
 Domingo de Ramos Endireitai as veredas e os  caminhos do Senhor… Jesus está às tuas portas, Jerusalém! E chegava Domingo de Ramos! No sábado,  a alegria de preparar os ramos para serem benzidos na missa das nove de Domingo! Meu pai fazia-me uma cruz revestida com alecrim e adornado com flores do nosso jardim: narcisos e amores-perfeitos… E lá ia com os outros a caminho do Adro. Muitos levavam palmas mas, a maioria ramos de alecrim enfeitados com lírios e outras flores… No Adro da Igreja a confusão já era muita com os grupos de Assequins e de Paredes a mostrarem qual deles tinha a Cruz ou Arco mais alto e melhor enfeitado!  Chega então o grupo do Ameal com uma cruz gigante, comandado pelo Lucindo, só ele para fazer tais construções que, tinha de ser suportado e equilibrada por seis matulões! E depois para entrar na Igreja?! Teve de intervir o Senhor Prior e proibir a entrada das maiores, que ficaram no exterior, encostadas à Igreja. Todos os outros entraram naquele l...