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Quinta Feira de Ascensão - Dia da Espiga!

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O dia da espiga... A tarde estava quente... havia que esperar pela fresca para ir ao campo apanhar a espiga e compor o ramo com as flores e outros motivos alegóricos... Lembro-me que além da espiga que representa o pão, os pampilhos o ouro a papoila do amor e logo um ramo de oliveira para a paz e da videira para a alegria mas lembro-me também das campainhas (sininhos) para a festa... Era Quinta Feira de Ascensão e na Bairrada fazia-se feriado e iam-se comer as merendas... o Bussaco com suas frescas sombras era um dos lugares eleitos... e instituía-se a hora da sesta! A tarde ficou mais fresca e lá fomos apanhar o nosso ramo. As tias à frente e nós atrás... de repente o cantar de um grilo desviou-nos a atenção e eu e o To-Zé fomos em busca da sua toca... encontrada, logo enfiamos uma palheirinha para o fazer sair... como estava renitente fizemos-lhe um xi-xi na toca e ele saltou cá para fora... Outros grupos de jovens e menos jovens faziam também os seus ramos com grande animação e d...

As Maias...

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As Maias... Era o último dia de Abril... O dia tinha estado quente e o avizinhar do crepúsculo tornava a temperatura amena e convidativa a andar na rua... Lá fomos pela ladeira acima em direção à capela de S. Pedro em busca das flores, das maias, para fazermos os Ramos e as coroas que iriam enfeitar as nossas portas e dar as boas vindas ao mês de Maio! O ar estava perfumado do cheiro das flores... A Tininha e a Alicita iam à frente, atrás eu, a Teresa e o To-Zé... não tardamos parar junto a um combro onde floresciam pequenas rosas selvagens de cor branca e rosada que fariam um belo contraste com o amarelo e verde das giestas e o branco rendilhado das “maias”... Logo à frente apareceram as giestas que com o seu amarelo nos alumiavam o caminho no cair da noite... apanhamos uma molhada e no regresso duas ou três pontas de flor de sabugueiro... De regresso passamos na casa da Tia Maria da Quinta e pedimos-lhe uma braçada de palha, que fomos tirar da cabana debaixo da enorme e frondosa nes...

Poesia na Quarentena 2020

pensamentos... na quarentena 39.dia Vou andar por aí... Ninguém me vai incomodar! Percorrer caminhos velhos Ler no céu o voo das aves Encher o peito de ar Sentir cheiros campestres Flores, terra, húmus... Caminhar, caminhar... Subir um pouco mais alto No horizonte ver o brando mar Amanhecer em cada dia E o crepúsculo vermelho ver chegar... Sentir abracinhos ternos Doces como algodão Fofinhos até mais não! Voar em asas de papel Contra ventos azuis lutar De turbilhões de ideias saltar E não cair... Caminhar, caminhar... Beber em fontes agrestes ... Cristalino elixir! Por entre urze e gestas Carqueja e rosmaninho Tufos verdes pintados de roxo e amarelo... Caminhar, caminhar... Perdido por aí! Ser sem saber o que vai ser... Olhar sem nada ver ... E de repente tudo saber... E querer... E crer... João Carlos Breda In Quarentena 2020 ... ... ... ... ... ... ... Pensamentos... na quarentena 41.dia... Não sei se a culpa é dos chineses... Ou será do Canal Panda? Vejam lá! Se notarem algo ...

Sábado de Aleluia!

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Pensamentos... na quarentena 31.dia... Sábado de Aleluia! A rapaziada corria à Igreja para assistir à celebração do meio-dia... E à exclamação do orador : “ Jesus Cristo Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!” Soltavam-se pombas brancas e a rapaziada tocava as sinetas e campainhas! Eram outros tempos em que Águeda era um pequeno burgo debruçado em varandas sobre o rio... de gente simples e de uma pequena burguesia de comerciantes e alguma aristocracia que chegou a ter poder no “parlamento”, ficando célebre a frase: “Águeda é o País!”... In Retalhosdeaguedaantiga.blogspot.com By Joao Carlos Breda

Um aguedense na I Grande Guerra!

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Um aguedense em França nas trincheiras da I Grande Guerra... Manuel Cardoso de Morais, na foto enviada à tia Júlia (minha bisavó Júlia Trindade Guerra) e escrevia nas costas... “França 14 de Setembro 1917 Tia Júlia Muito estimo a sua saúde, eu felizmente encontro-me bem pois não há mal que me chegue e antes assim. A tia será capaz de reconhecer este militar? Julgo que não pois que está um pouco transformado e o fardamento, peço que o estime para uma recordação desta guerra. A minha direção caso queira escrever é S.S. no.138 da 7 Bateria da 1.a S.P. Artilharia 2 C.M. no.1 do C.E.P. França. Isto por cá tem corrido bem. Receba um abraço deste seu sobrinho que pede desculpa de ainda não ter escrito. Manuel Cardoso de Moraes” I Grande Guerra 1914-1918 A Primeira Guerra Mundial foi uma guerra global centrada na Europa, que começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. O conflito envolveu as grandes potências de todo o mundo, que se organizaram em duas alianças o...

Neca Carneiro

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Águeda foi marcada por uma época entre a I e a II Grande Guerra com o aparecimento de Manuel Sousa Carneiro, mais conhecido por Neca Carneiro. Natural de S.Paulo(Brasil), para onde seus pais tinham emigrado, muito jovem veio para Águeda, como que por chamamento da sua terra do coração. O seu entusiasmo, voluntarismo e forma cativante como lidava com as pessoas fez dele um líder estando ligado à fundação dos Bombeiros e do Recreio Desportivo de Águeda e desempenhando papel importante no ressurgimento do Orfeão de Águeda, coral e teatro... Também no folclore foi um impulsionador tanto dos grupos dos festejos dos Santos Populares como do Rancho de Recardães e outros da Vila. Para tudo isto a educação e dinamismo, que com simpatia soube atrair toda uma gesta de jovens, a que chamaram a “Ala dos Namorados”, que deram corpo aos Bombeiros e formaram os elencos de todas as agremiações acima enumeradas... Numa foto gentilmente cedida pelo amigo Guerra De Almeida José podemos ver um grupo de ...

Eu queria...

Eu queria mas não sei se posso... Ver os pássaros no azul voar, As crianças nos parques brincar, E teus cabelos ao sol tocar! Eu queria mas não sei se posso À mais alta montanha subir, No meu peito ar puro sentir, E teu rosto ver sempre a sorrir! Eu queria mas não sei se posso Mergulhar nas ondas do mar, Ver nos céus as gaivotas a ciar, E teu corpo dourado amar! Eu queria mas não sei se posso Correr pelos campos floridos, Cheirar papoilas e pampilhos, Juntar num abraço os que me são queridos ! Eu queria mas não sei se posso Beber de novo aquele vinho bom, Ouvir-te tocar aquele lindo som, E amar-te em puro frisson! Eu queria mas não sei se posso Deste sonho mau acordar, Com resiliência saber lutar, E contigo ao lado poder contar! Eu quero... eu posso! Dizer ao Mundo, Gritar bem fundo, Vamos aniquilar esse imundo! Eu quero... eu posso! Ter Esperança! Ter Fé! Acreditar! E unidos pelo que é nosso com determinação lutar... Com coragem... Vamos todos ficar bem! João Ca...